{"id":534,"date":"2014-03-30T15:06:56","date_gmt":"2014-03-30T18:06:56","guid":{"rendered":"http:\/\/garagem.odois.org\/?p=534"},"modified":"2026-03-28T23:51:33","modified_gmt":"2026-03-29T02:51:33","slug":"potencia-e-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/garagem.odois.org\/potencia-e-energia\/","title":{"rendered":"Pot\u00eancia e Energia"},"content":{"rendered":"<p>Ao contr\u00e1rio do que escutamos das diversas vertentes esot\u00e9ricas, <strong>energia \u00e9 uma grandeza f\u00edsica bastante conhecida.<\/strong> Mensur\u00e1vel, armazen\u00e1vel e principalmente transform\u00e1vel entre sua grande variedade de forma (el\u00e9trica, mec\u00e2nica, gravitacional, qu\u00edmica, potencial de mola, press\u00e3o de gases, t\u00e9rmica, etc*).<\/p>\n<p>Matematicamente \u00e9 comum simplificar afirmando que energia \u00e9 pot\u00eancia integrada na vari\u00e1vel tempo ou que pot\u00eancia \u00e9 a derivada temporal da energia. Simplificando +: para uma pot\u00eancia constante temos que a energia \u00e9 a multiplica\u00e7\u00e3o direta da pot\u00eancia pelo tempo. Ou seja, 1kW (pot\u00eancia) multiplicado por uma hora (tempo) \u00e9 equivalente a 1kWh (energia), como vemos na conta de luz.<\/p>\n<p>No <a title=\"For\u00e7a e Pot\u00eancia\" href=\"http:\/\/garagem.odois.org\/?p=507\">t\u00f3pico anterior<\/a> vimos como as for\u00e7as resistivas se comportam com a velocidade; se multiplicadas pela velocidade resultam na grandeza pot\u00eancia. Nesta abordagem veremos sua consequ\u00eancia na energia total gasta.<\/p>\n<h3>For\u00e7a de resist\u00eancia a rolagem<\/h3>\n<p>A for\u00e7a de resist\u00eancia a rolagem possui um comportamento quase constante com a velocidade. Sendo assim, ela n\u00e3o se altera com a velocidade. Vamos tomar dois casos como exemplo:<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<th><\/th>\n<th><\/th>\n<th>CASO A<\/th>\n<th>CASO B<\/th>\n<th><\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\u00a0For\u00e7a resistiva<\/td>\n<td><\/td>\n<td>10N<\/td>\n<td>\u00a010N<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\u00a0Velocidade<\/td>\n<td><\/td>\n<td>\u00a010 m\/s<\/td>\n<td>\u00a020 m\/s<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>A pot\u00eancia (P) \u00e9:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/garagem.odois.org\/wp-content\/uploads\/wpmathpub\/math-img\/math_995_3_0_2_d5156d47fa351580f1c9bc730f30db2d.png\" style=\"vertical-align:-5px; display: inline-block ;\" alt=\"P=F*v\" title=\"P=F*v\"\/><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">Onde:<br \/>\nF = For\u00e7a<br \/>\nv = Velocidade<\/p>\n<p>Desta forma para vencer a for\u00e7a de resist\u00eancia a rolagem a 20m\/s, a pot\u00eancia dissipada \u00e9 o dobro (20m\/s x 10N = 200W)[Caso A] que a 10m\/s (10m\/s x 10N = 100W)[Caso B]. Usando um trajeto hipot\u00e9tico com 20m de dist\u00e2ncia rolando a 20m\/s, iremos levar 1 segundo. E a 10m\/s, levaremos 2 segundos. Quando consideramos a energia (E) gasta no trajeto total temos:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/garagem.odois.org\/wp-content\/uploads\/wpmathpub\/math-img\/math_995_3_0_2_c4fb139ef11c33e1bba2d802584d9da9.png\" style=\"vertical-align:-5px; display: inline-block ;\" alt=\"E=P*t\" title=\"E=P*t\"\/><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">Onde:<br \/>\nE = Energia<br \/>\nt = Tempo<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">Calculando para cada um dos casos:<br \/>\nCaso A <img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/garagem.odois.org\/wp-content\/uploads\/wpmathpub\/math-img\/math_995_3_0_2_9b34a674c6ef2cf209f1479333fd47fc.png\" style=\"vertical-align:-5px; display: inline-block ;\" alt=\"100w*2seg=200Joules\" title=\"100w*2seg=200Joules\"\/><br \/>\nCaso B <img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/garagem.odois.org\/wp-content\/uploads\/wpmathpub\/math-img\/math_995_3_0_2_58f7f60c7f021c33b42c122218888466.png\" style=\"vertical-align:-5px; display: inline-block ;\" alt=\"200w*1seg=200Joules\" title=\"200w*1seg=200Joules\"\/><\/p>\n<blockquote><p>Ou seja, a resist\u00eancia a rolagem dissipar\u00e1 a mesma energia sempre, independente da velocidade.<\/p><\/blockquote>\n<h3>E a resist\u00eancia aerodin\u00e2mica?<\/h3>\n<p>A resist\u00eancia aerodin\u00e2mica, por sua vez, n\u00e3o possui um comportamento constante com a velocidade. A for\u00e7a de arrasto aerodin\u00e2mico \u00e9 fun\u00e7\u00e3o da velocidade ao quadrado e a pot\u00eancia (for\u00e7a x velocidade) ser\u00e1 fun\u00e7\u00e3o da velocidade ao cubo. Para nosso caso hipot\u00e9tico de resist\u00eancia aerodin\u00e2mica de 10N a 10m\/s, dissipar\u00edamos 100W. A 20m\/s (10 m\/s x 2), entretanto, ter\u00edamos 40N (10N x 2\u00b2) e a pot\u00eancia dissipada seria de 800W (100W x 2\u00b3).<\/p>\n<p>Se pensarmos num trajeto hipot\u00e9tico com 20m de dist\u00e2ncia, teremos que a 20m\/s iremos levar 1 segundo. E a 10m\/s, levaremos 2 segundos. Quando consideramos a energia gasta no trajeto total temos:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">Caso A <img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/garagem.odois.org\/wp-content\/uploads\/wpmathpub\/math-img\/math_995_3_0_2_9b34a674c6ef2cf209f1479333fd47fc.png\" style=\"vertical-align:-5px; display: inline-block ;\" alt=\"100w*2seg=200Joules\" title=\"100w*2seg=200Joules\"\/><br \/>\nCaso B <img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/garagem.odois.org\/wp-content\/uploads\/wpmathpub\/math-img\/math_995_3_0_2_47415a0edb12aeb0b226e63e0577789f.png\" style=\"vertical-align:-5px; display: inline-block ;\" alt=\"800w*1seg=800Joules\" title=\"800w*1seg=800Joules\"\/><\/p>\n<blockquote><p>Ou seja, a resist\u00eancia aerodin\u00e2mica dissipar\u00e1 4 vezes mais energia para cada vez que dobrar a velocidade. A propor\u00e7\u00e3o ser\u00e1 sempre quadr\u00e1tica.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ao aumentar a velocidade em 50%, teremos (1,5)\u00b2= 2,25 logo gastaremos 225% a mais de energia gasta. E assim por diante.<\/p>\n<p>N\u00e3o devemos esquecer que a energia dissipada total ser\u00e1 a soma destas duas componentes (e dividida pela efici\u00eancia total da transmiss\u00e3o, que \u00e9 em torno de 90% ou 0,9))<\/p>\n<p>No nosso exemplo da bicicleta \u00e9 bastante dif\u00edcil medir a energia gasta. Mas como a lei da f\u00edsica vale para todos os ve\u00edculos, vemos o mesmo fen\u00f4meno nos carros. E nos carros \u00e9 bastante f\u00e1cil de medir pelo combust\u00edvel, que nada mais \u00e9 que energia. Verifica-se que \u00e9 gasto no mesmo trajeto, aproximadamente o dobro do combust\u00edvel andando a 120km\/h que a 80km\/h (a quatrorodas comprovou isso <a title=\"Consumo\" href=\"http:\/\/quatrorodas.abril.com.br\/reportagens\/servicos\/relacao-consumo-774668.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>).<\/p>\n<h3>Academias podiam ser um pouco mais \u00fateis para humanidade<\/h3>\n<p>Para se pedalar a 20km\/h gasta-se aproximadamente 150W. A energia total m\u00e9dia consumida dividida pelo tempo, para uma casa brasileira de 3 pessoas \u00e9 150W tamb\u00e9m. Ou seja, se cada uma das pessoas da casa pedalasse um gerador por 8 horas, esta casa poderia ser autossuficiente energeticamente. \u00c9 uma ideia rid\u00edcula, mas podemos pensar que academias com centenas de alunos poderiam ser pequenas usinas.<\/p>\n<h3>Um coment\u00e1rio final<\/h3>\n<p>Na f\u00edsica todas as formas de energia podem ser, na sua an\u00e1lise mais profunda, descritas pelas for\u00e7as Fraca, Forte, Eletromagn\u00e9tica e gravitacional. No dia a dia, apenas eletromagn\u00e9tica e gravitacional. Por exemplo uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica n\u00e3o subat\u00f4mica \u00e9 composta por fen\u00f4menos eletromagn\u00e9ticos entre os \u00e1tomos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao contr\u00e1rio do que escutamos das diversas vertentes esot\u00e9ricas, energia \u00e9 uma grandeza f\u00edsica bastante conhecida. 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