{"id":21,"date":"2008-08-03T21:57:08","date_gmt":"2008-08-04T01:57:08","guid":{"rendered":"http:\/\/garagem.odois.org\/?p=21"},"modified":"2026-03-28T23:52:08","modified_gmt":"2026-03-29T02:52:08","slug":"fora-das-normas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/garagem.odois.org\/fora-das-normas\/","title":{"rendered":"Fora das Normas"},"content":{"rendered":"<p>Como qualquer ciclista, voc\u00ea ja deve ter se deparado com a baixa durabilidade das transmiss\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 apenas baixa, ela \u00e9 ridiculamente baixa. Motos de pequenas cilindradas usam as mesmas correntes de 1\/2&#8243; de passo e duram muitos milhares de quil\u00f4metros mesmo sem manuten\u00e7\u00e3o enquanto uma bicicleta mesmo muito bem cuidada dificilmente chega a 5000km para cassete e corrente. Considerando que sempre que temos que substituir um deles, teremos de substituir ambos, este valor acaba sendo ainda mais baixo.<\/p>\n<p>Andei pesquisando algumas exig\u00eancias para a constru\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas utilizando transmiss\u00e3o de correntes de rolos (a que utilizamos em bicicletas e chama-se de rolos por causa das cilindrinhos que envolvem os pinos) e me surpreendi como a transmiss\u00e3o das bicicletas seguem exatamente o oposto das recomenda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Confira algum exemplos comentados. (fonte Funda\u00e7\u00e3o Caete http:\/\/www.caetenews.com.br\/, coment\u00e1rios (- &#8230;-) por mim).<\/p>\n<h3>Transmiss\u00f5es por correntes<\/h3>\n<p>Precau\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>O n\u00famero m\u00e1ximo de dentes das duas rodas n\u00e3o deve exceder a 150.<\/em><br \/>\n-Considerando uma pedivela de 56 dentes e uma cassete de 34 ainda assim n\u00e3o excederia-<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>A soma dos n\u00fameros de dentes das duas rodas n\u00e3o deve ser menor do que 50; e o n\u00famero m\u00ednimo de dentes para cada roda \u00e9 16. <\/em><br \/>\n&#8211; Cassetes 11 dentes?12? 13? J\u00e1 repararam que sempre s\u00e3o estes que fazem o cassete ser jogado no lixo? T\u00e1 explicado. Tens\u00e3o demais em muitos poucos dentes-<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>As rodas dentadas devem ser perfeitamente alinhadas e os eixos nivelados.<\/em><br \/>\n&#8211; 5,6,7,8,9,10 e at\u00e9 11 engrenagens atr\u00e1s e at\u00e9 3 na frente. A corrente quase nunca est\u00e1 alinhada e sempre sofre esfor\u00e7o lateral.-<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>A dist\u00e2ncia entre eixos mais favor\u00e1vel est\u00e1 entre 30 e 50 passos.<\/em><br \/>\n&#8211; Sem problemas-<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>O tensor, quando necess\u00e1rio, deve estar do lado sem carga,ter o engrenagem to de 3 dentes no m\u00ednimo,n\u00e3o deve estar mais perto do que 4 elos da roda mais pr\u00f3xima e deve ter 19 dentes,no m\u00ednimo.<\/em><br \/>\n-\u00c9 meio confuso argumentar sobre isso, mas caso considere o cambio traseiro como um esticador ele fica completamente fora das recomenda\u00e7\u00f5es. Dificilmente tem mais que 13 dentes e fica a poucos mil\u00edmetros do cassete.-<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Para partidas com carga conv\u00e9m usar esticador com molas.<\/em><br \/>\n&#8211; correto-<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>O esticador deve permitir um jogo de 2% do comprimento total da corrente.<\/em><br \/>\n&#8211; O jogo de um cambio traseiro deve ser de quase 40% em rela\u00e7\u00e3o ao comprimento total-<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>A velocidade m\u00e1xima linear da corrente n\u00e3o deve exceder os limites das especifica\u00e7\u00f5es.<\/em><br \/>\n-Correto. Em bicicletas \u00e9 caracter\u00edstico a baixa rota\u00e7\u00e3o do sistema.-<\/p>\n<p>Lendo isso \u00e9 de se entender o motivo da baixa durabilidade da transmiss\u00e3o por correntes e c\u00e2mbio por descarrilhador. Existem muitos outros motivos que favorecem o desgaste prematuro, mas os principais respons\u00e1veis s\u00e3o o desalinhamento e o baixo n\u00famero de dentes em algumas engrenagens. Pode-se amenizar isso evitando marchas cruzadas, por\u00e9m n\u00e3o resolve.<\/p>\n<p>Embora o baixo peso, baixo custo e a alta efici\u00eancia deste tipo de cambio sejam inquestion\u00e1veis, temos que conviver com esta limita\u00e7\u00e3o de durabilidade.<\/p>\n<p>Todos essas considera\u00e7\u00f5es s\u00e3o para correntes livres de impurezas e lubrificados.<\/p>\n<p>Em postagens futuras, escreverei sobre outras transmiss\u00f5es. Marchas internas, caixas fechadas, correias dentadas entre outras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como qualquer ciclista, voc\u00ea ja deve ter se deparado com a baixa durabilidade das transmiss\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 apenas baixa, ela \u00e9 ridiculamente baixa. 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