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É a água!

Em algumas situaçoes onde precisamos esvaziar os pneus, quando pressionamos a agulha da válvula ( tanto para bicos Schroder quanto bicos Presta) nota-se o estranhíssimo fato de sair água de dentro da câmara, na forma de pequeniníssimas gotas que se acumular na válvula.

De dentro da câmara? Será que a bomba de encher estava molhada? Será que foi pelo fato de eu ter pedalado muitas vezes na chuva? Como essa água foi parar ai dentro, será que foi brincadeira de algum amigo meu?

Não! Trata-se de um fenômeno natural relacionado com a umidade contida no ar.

Todo o ar contém água no estado superaquecido (vapor seco e invisível). Em algumas cidades essa quantidade pode ser muito baixa, como em Brasília ou relativamente alta, como em Curitiba.

Existem na prática e no dia-a-dia , duas formas simples de remover este vapor do ar na forma de água. Uma delas, mais frequentemente vista, é através da redução da temperatura. Ou seja, quando se reduz a temperatura, parte do vapor começa a se condensar (virar água). Tal fato pode ser visto em recipiente com líquidos frios, onde a água se condensa no lado externo do recipiente, como num copo com suco gelado ou mais ciclisticamente falando, quando pedalamos em dias muito frios, onde o ar com vapor superaquecido contido nos nossos pulmões, ao sair pela boca e entrar em contato com o ar frio externo tem sua umidade condensada e pode ser visto na forma de pequenas nuvens brancas (“fumaça” no vocabulário informal ).

A outra forma de se condensar este vapor é pelo aumento da pressão. Quando se eleva a pressão do ar e vapor superaquecido, a umidade relativa (não a absoluta!) vai subindo até chegar a 100%, a partir de onde começa a gradativamente se transformar em ar e água líquida.

Junto a este fato temos a porosidade para gases dos polímeros. Ou seja, é natural que um pneu esvazie lentamente com o passar dos meses, mesmo sem conter nenhum furo. Assim o ar sai , porém a água que se condensou pela compressão permanesse retida dentro da câmara. Quando se enche novamente para completar o ar que foi perdido, adiciona-se novamente pequenas quantidades de água.

Desta forma tem-se que pequenas gotas podem sair ao esvaziar o pneu, fruto deste processo de compressão.

Devemos lembrar que esta quantidade de água é muito baixa e pode não ser facilmente vista e que não tem significância nenhuma na performance. Outro fato é que compressores de posto, que utilizam acumuladores de pressão já possuem sistemas de separação do condensado, deixando sair apenas um ar seco.

2 respostas para “É a água!”

  1. 21 julho 2009 as 11:16

    du disse:

    Atenção sedentários! A típica desculpa de não poder usar a bicicleta depois de muito tempo parada…

    – porque o “pneu tá furado”

    …pode ser apenas sinal de um sedentarismo ultra-extensivo!!

    Tem que jogar um balde de água fria nesse povo!

  2. 22 julho 2009 as 10:32

    Rodrigo Stulzer disse:

    E eu que achava que alguém estava me sacaneando 🙂