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Quem tira pneu é cirurgião plástico!

Eu sempre falei que não importa o quanto uma padronização seja ruim, no tanto que ela exista e seja única.

Num mundo perfeito, os fabricantes de componentes sentariam numa mesa, todos juntos com seus respectivos engenheiros e escolheriam a melhor padronização, e a partir dai todos fabricariam atendendo a únicas especificações.

Mas nossa realidade é muito distante disso.  Medidas inglesas, medidas métricas, polegadas, milímetros, BAR, Psi, KPa, rosca fina, grossa, enfim, uma bagunça generalizada em quase tudo que se possa comprar para bicicletas. Com pneus não é diferente. Explicar o que significa cada uma destas medidas é assunto para um outro tópico exclusivo.

O tema desta postagem é sobre diferentes técnologias em pneus. Existe muita confusão relacionada a estas técnologias sendo causada essencialmente pelos problemas de padronização descritos acima junto com propaganda dos fabricantes que se aproveitam desta falha.

Independente do tamanho do pneu, podemos separar todos os tipos de pneus ciclisticos em:

Com câmara: trata-se do pneu mais comum. Teve seu uso abandonado pela automobilistica há alguns anos perdura em motocicletas , bicicletas e outros veículos de baixa técnologia. É constituido de um pneu, aros comuns e a câmara que fornece a vedação necessária para que o sistema pneumatico funcione, incluindo o bico.

Sem câmara ( tubeless): É o pneu utilizado em carros. Nas bicicletas foi introduzido inicialemnte nas bicicletas todo terreno e recentemente há um empenho entre a Shimano e alguns fabricantes em disseminado pelas bicicletas de asfalto. Trata-se de um sistema constituido de aro comum, fita de vedação revestindo o aro ( por causa dos furos dos raios), bico e um pneu comum. A fita e o bico garantem a vedação, porém é comum utilização de colas e liquidos que “colam” pequenos furos. Estes liquidos trazem, além da pequena vantagem de peso, a vantagem de tornar o pneu praticamente infuravel , uma vez que os furos são fechados ja no inicio do vazamento de ar. São mais seguros porém seus kit ainda são muito caros.

Tubulares. Usados em provas de ciclismo e de velódromo , este tipo de pneu utiliza um aro especial e o próprio pneu se assemelha a uma câmara, porém dotada de banda de rodagem. Usualemente este tipo de pneu permite pressões muito elevadas ( até 20o psi) sem comprometer tanto a maciez. Sua vantagem reside, além da pressão, no fato de ser seguro quanto a furo, uma vez que esvazia lentamente ( mais devagar que em pneu com câmara) e sua desvantagem esta no fato deste pneu ser colado no aro, portanto é pratico somente para quem possui equipe de apoio ou em velodromo , onde se troca a roda inteira em caso de furos.

Os bicos se dividem basicamente em:

Válvulas presta. São conhecidos nas bicicletas de asfalto, porém podem ser encontrados para todos os tipos de bicicleta. Sua válvula tem pino externalizado e sem mola de retorno, portanto tem funcionamento exclusivo por diferença de pressão. Quebram fácil em bombas manuais.

Válvula Schrader. Conhecidas nas bicicletas de todo terreno e em praticamente todo tipo de veículo. Resistentes por serem protegidas( sem pino exteriorizado) tem seu retorno por mola. Sua vantagem é poder ser enchido em compressores de postos de gasolina entre outros.

Qualquer pneu, independente das medidas deve se enquadrar entre estas especificações.

Mas técnologias novas estão por vir, quem sabe a michelin não lança um Tweel para bicicletas?

2 respostas para “Quem tira pneu é cirurgião plástico!”

  1. 17 maio 2009 as 16:51

    JASSA disse:

    Desde quando resolvi pedalar sério, isso sempre existiu, não sou contra isso, o pior é que para alguns fabricantes um pneu 2.1 não possui as dimensões de outra marca que pode ter a especificação 2.1 e na verdade ser um 1.9 Uns medem o perfil pelos cravos e outro pelo corpo do pneu e ninguem sabe dizer por onde se mede na verdade.
    Só sei que pneu eu escolho “in loco” não dá prá confiar comprar sem ver, por outro lado, a maioria escolhe pela “buniteza” e não especificamente para o uso.
    Independente da tecnologia empregada, deve-se ter no mínimo uma normatização a seguir.

  2. 9 junho 2009 as 8:35

    Rogério Leite disse:

    E tem também o desgaste… voltei a pedalar em setembro de 2008, e já precisei trocar o pneu traseiro, por desgaste da parte central do pneu. O meu é para trilhas, mesmo pedalando no asfalto a maior parte do tempo, e já está ficando bem gasto. Fiquei horrorizado com esta nova geração de equipamentos, quando o vendedor me disse que eles são feitos para apenas 2000 km! Gente, 2000 km/ pneu?!?! É muito pouco. Acho que fazem de propósito sem pensar no meio ambiente e na poluição que o pneu usado vai causar. Eu, quando precisar trocar novamente, irei procurar um que me garanta pelo menos uns 5000km de uso. Será que tem?