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Archive for Maio, 2009

Transportar é preciso

Quando se trata de meios de transporte, tem se um único objetivo. Transportar pessoas, carga ou ambos. Poderia-se analisar velocidades, potências, custos, durabilidade entre outros, mas vamos utlizar o valor da massa para comparar alguns mais populares.

Costumo chamar de* coeficiente de inteligencia em transporte a razão entre a massa da carga transportada/carga transportada+meio de transporte

Por exemplo: Um vagão de trem, pesa 20t, e pode carregar 60t. Logo, para este sistema o coeficiente seria 60/(60+20)=0,75 .  Uma moto de 120 kg levando 1 piloto ( 80kg em média, incluindo roupas) teria um coeficiente de 80/(80+120)=0,40.

Resumidamente, quanto maior este coeficiente, mais “inteligente ” seria o meio de transporte e quanto menor significaria que mais “peso morto” esta sendo transportado em vão.

Obviamente isto é muito relativo. Pessoas podem pesar 50kg ou 150kg. Um caminhão pode descer a serra cheio de soja e voltar vazio. Mas este simplório item nos da uma boa ideia sobre aproveitamento.

O meio de transporte mais polêmico nos dias de hoje, o carro particular, teria um coeficiente , para um carro compacto (800kg) com carga máxima ( 5 pessoas de 80kg e 300 kg de bagagem) de 700/(700+800)= 0,47. Valor baixo, mas razoável. Porém essa condição de uso, caso exista, é rara. Mais de 90% das situações os carros são maiores, estão vazios e apenas com o motorista e ainda devemos incluir o combustível, que não esta sendo de fato transportado, apenas consumido ( e jogado o que sobra , após queimado nos pulmões alheios). Logo podemos aproximar a massa do veículo para 1000kg e a carga para 80kg, então, 80/(1000+80)=0,074 . Este sim é um valor baixo ( que significa que para cada litro de combustível, 930ml são para transportar o carro e 70 ml são para transportar o motorista de fato).

Vamos falar também de um veículo fantastico, que além de contribuir para a saúde de quem os usa, contribui para a boa circulação de pessoas numa cidade.

Sim a famigerada heroina das cidades, a bicicleta.

Dificilmente uma bicicleta chega a pesar 20kg. Se o motorista usado no exemplo anterior tivesse uma luz na sua consciencia e utilizasse uma bicicleta, este sistema teria como coeficiente: 80/(80+20)=0,8 . Um valor mais de 10 vezes mais otimizado que um carro.

Criticos falariam que sem ter motor é facil obter resultados bons. Porém bicicletas elétricas, ja vangloriadas em vários países, que utilizam o mesmo conceito de transporte que as convencionais, pesam sempre menos de 40 kg, sem ter que pedalar. Logo seu coeficiente seria 80/(80+40) = 0,67, um valor ainda muito bom.

Razões para se popularizar bicicletas como meio de transporte não faltam, o maior problema como sabemos é uma barreira cultural.

Costumo chamar de*: Não existe em bibliografias ainda.

Tata Nãonão

Recentemente entrou em produção um veículo (automóvel) que será vendido por cerca de 2500 dólares ( valor inferior ao preço de muitas bicicletas de fibra de carbono, diga-se de passagem).

De cada 10 pessoas que eu escuto falando sobre este fato(ou lei em revistas e páginas na internet), pelo menos 9 delas comentam a mesma coisa:

-Agora que todo mundo vai poder comprar um carro o trânsito estará perdido.

Bom, perdido o trânsito já está faz um bom tempo, em Curitiba e em muitas cidades semelhantes. Mas o que nos salta aos olhos é um fato muito intrínseco da nossa cultura, em especial brasileira.

Fato este é a divisão de TODA população em apenas 2 categorias. As pessoas que não tem dinheiro para ter um carro e as pessoas que conseguem se deslocar exclusivamente de carro.

Ou seja, a partir do momento em que se pode ter um carro, torna-se quase proíbido andar de bicicleta, ônibus, etc. Lembro me da cara de espanto das pessoas quando descobriam que eu ia para a faculdade de ônibus alguns dias da semana, deixando o carro em casa e para o estágio de bicicleta na mesma situação. E não tinha razão financeira para isso, apenas achava isto melhor para a cidade.

Espero na verdade que este veículo venha trazer uma revolução no aspecto de que não seja o poder aquisitivo o fator decisivo na utilização dos meios de transporte, mas sim a real necessidade. Transportar compras, deixar crianças pequenas no colégio, levar pessoas de idade em médicos entre outras situações similares sou inclusive a favor da utilização de carros.

Entretanto chega a ser vergonhoso pessoas que moram em distâncias próximas a seu trabalho/local de estudo ou providas de boas alternativas de transporte público eno ápice da sua saúde fingirem que não podem deixar o carro em casa e adotar uma bicicleta como meio de transporte. E ainda reclamar de como o trânsito esta ruim.

Portanto pense em como melhorar sua cidade e sua saúde ao menos experimentando  sair de casa de bicicleta. Em muitos países (culturalmente superiores ao Brasil) isto já é uma realidade, onde muito podem ter carros e poucos o usam, dando lugar a sinergia bicicleta/metro por exemplo,  fazendo com que toda uma cidade saia ganhando.